A farmacêutica Eliana Martins Lima, da Universidade Federal de Goiás, desenvolveu uma tecnologia inédita para tratar intoxicações graves. Após três décadas de pesquisa, ela criou nanoestruturas formadas por lipossomas capazes de captar e aprisionar anestésicos e drogas de abuso no sangue, reduzindo rapidamente efeitos neurológicos e cardíacos após ingestão excessiva. As partículas circulam por horas e são metabolizadas no fígado, com testes em ratos mostrando normalização dos sinais vitais em até dois minutos e ausência de alterações durante 30 dias.

A inovação, fruto de adaptação química chamada protonação, inverte o método tradicional que leva medicamentos a áreas específicas do corpo, retirando substâncias tóxicas em excesso. A UFG e o laboratório Cristália já solicitaram a patente. A empresa investiu R$ 6 milhões e prepara pedido à Anvisa para iniciar estudos clínicos em humanos no primeiro trimestre do próximo ano, inicialmente focados em intoxicação por cocaína. Os primeiros testes com voluntários devem ocorrer no primeiro semestre de 2026. A formulação também pode atuar em intoxicações por medicamentos, anestésicos e outras drogas, ainda em fase de investigação.

Fonte: Oeste Mais

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