A mãe de uma das crianças mortas no ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, manifestou indignação após o anúncio do fim da vigilância armada nas unidades de ensino do município.
Jennifer Pabst, mãe de Bernardo Pabst da Cunha, afirmou nas redes sociais que recebeu a notícia como um “soco no estômago”. Em vídeo publicado na internet, ela questionou a decisão da prefeitura e demonstrou preocupação com a segurança dos estudantes.
“É impossível eu não ficar revoltada, indignada. Nós fizemos nossa parte, vocês roubaram o dinheiro e agora querem tirar a nossa segurança tão lutada?”, declarou.
O encerramento da vigilância armada ocorre após a rescisão do contrato com a empresa responsável pelo serviço. A medida foi tomada depois que uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) apontou suspeitas de irregularidades e possível direcionamento na contratação.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, a apuração investiga suposto acesso a informações sigilosas durante o processo licitatório, além da possível participação de servidores e ex-integrantes do governo municipal.
Nesta segunda-feira, 8 de junho, o prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari, informou que as escolas passarão a contar temporariamente com porteiros enquanto a administração implanta novas medidas de segurança. Entre elas estão sistemas de reconhecimento facial, câmeras de monitoramento e catracas eletrônicas.
Para Jennifer, a retirada da vigilância armada gera preocupação entre pais e familiares das vítimas do ataque ocorrido em 5 de abril de 2023.
“Quanto vale a vida dos seus filhos? Vão permitir que a roubalheira resulte na falta de segurança?”, questionou.
O ataque à creche Cantinho Bom Pastor deixou quatro crianças mortas e outras cinco feridas. O autor do crime foi condenado a mais de 220 anos de prisão.
Fonte: NSC Total

