Pedro Beal completou 100 anos de vida em Bom Jesus, no Oeste de Santa Catarina, carregando uma trajetória construída com muito trabalho, coragem e perseverança. A história do agricultor aposentado atravessa gerações e acompanha as profundas transformações vividas no campo ao longo de um século.
Natural do distrito de Encantado, em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, Pedro relembra que uma das decisões mais marcantes da vida foi a mudança da família para Santa Catarina. Segundo ele, o início foi cercado de desafios, já que chegaram ao novo local sem conhecer praticamente ninguém.
“Foi um tiro no escuro. Nós chegamos sem conhecer ninguém, tampouco a terra que havíamos adquirido apenas no papel”, recordou.
Ao longo da conversa, Pedro destacou que os primeiros anos foram de muito esforço e adaptação, mas afirma que a ajuda da comunidade e da família foi fundamental para superar as dificuldades.
Acostumado desde cedo à rotina da agricultura, ele viu de perto a evolução das ferramentas e da tecnologia no campo. Pedro lembra que antigamente o trabalho era feito com juntas de bois e a colheita acontecia manualmente.
Apesar de reconhecer os avanços tecnológicos, acredita que algumas características das relações humanas se perderam com o passar dos anos.
“As pessoas se ajudavam mais antigamente. Existia troca de favores, ajuda na mão de obra, no plantio e na colheita. Um ajudava o outro em comunidade. Hoje em dia tudo gira em torno do dinheiro”, observou.
Pedro afirma que o maior orgulho da vida foi conseguir construir e manter uma família unida. Para ele, essa é a principal conquista alcançada ao longo dos 100 anos.
Ao ser questionado sobre o segredo da longevidade, respondeu de forma simples: viver um dia de cada vez, manter uma boa alimentação, permanecer ativo, acordar cedo e confiar em Deus.
“É preciso se posicionar, acreditar numa meta e não desistir nos primeiros percalços. Árvore que não se fixa, não cria raízes”, concluiu.
Fonte: NSC Total/Impacto Comunicação

