Santa Catarina contabilizou, até o dia 25 de abril, 10 casos de feminicídio, tornando o mês o mais violento para mulheres no estado desde março de 2024. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública e mostram que a região Oeste concentra o maior número de ocorrências no período.
Entre as vítimas estão mulheres de diferentes idades e cidades, como Ana, Daniela, Claudete, Tatiana, Bárbara, Karen e Roseli, nomes que passam a integrar as estatísticas de crimes motivados por violência de gênero.
O caso mais recente foi registrado no sábado, 25 de abril, quando Roseli Montardin, de 47 anos, foi morta a tiros ao chegar em casa. O crime ocorreu na frente dos filhos da vítima. O suspeito, ex-companheiro, não havia sido localizado até a manhã de segunda-feira, 27.
Conforme o levantamento, os feminicídios foram registrados ao longo de todas as semanas de abril. A distribuição aponta dois casos na Grande Florianópolis, três no Sul e cinco no Oeste, região com maior concentração de registros.
No acumulado de 2026, o estado já soma 22 feminicídios, número que representa cerca de 42% do total registrado em todo o ano de 2025, quando 52 mulheres foram assassinadas.
Para a promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon, do Ministério Público de Santa Catarina, os dados refletem um problema estrutural. Segundo ela, o feminicídio é a manifestação mais extrema de uma cultura marcada por desigualdades de gênero, ainda influenciada por machismo e misoginia.
A promotora destaca que o enfrentamento exige ações contínuas, principalmente na educação, como forma de prevenir a violência e promover mudanças sociais duradouras.
Os casos registrados em abril ocorreram nos municípios de São Domingos, Florianópolis, Chapecó, Braço do Norte, Araranguá, Alfredo Wagner, Passos Maia, Balneário Rincão e novamente em Chapecó.

