A produção de hortaliças em São José do Cedro vai muito além do cultivo tradicional. Na comunidade de Santa Rita, a família Sewald construiu, ao longo de cerca de 12 anos, uma trajetória marcada por adaptação, trabalho intenso e aposta em tecnologia para garantir qualidade e produtividade.
À frente das atividades, Juliano Sewald divide a rotina com os pais, irmãos e dois colaboradores. O trabalho exige dedicação diária, desde o cuidado com as plantas até a logística de entrega. Pela manhã, ele inicia o dia por volta das 4h, organizando os pedidos e levando a produção até os pontos de venda. À tarde, retorna para a chácara, onde atua diretamente no manejo da horta e na preparação das soluções utilizadas no sistema hidropônico.
A propriedade conta atualmente com sete estufas, somando mais de quatro mil metros quadrados de área produtiva. A mudança para a hidroponia foi decisiva para a evolução do negócio. Inicialmente, a família trabalhava com cultivo no solo, mas a alta demanda de mão de obra e as dificuldades operacionais levaram à busca por alternativas mais eficientes.
Mesmo sem formação técnica específica no início, o conhecimento foi adquirido na prática, com pesquisas, troca de informações e apoio de profissionais da área. Segundo Juliano, os primeiros anos foram de aprendizado intenso, principalmente no controle de doenças e pragas.
Hoje, a produção semanal chega a cerca de 20 mil unidades, com destaque para três variedades de alface, além de rúcula, salsa, cebolinha e agrião.
A comercialização começou de forma local e, com o aumento da produção, foi expandida para municípios da região, como São Miguel do Oeste, Princesa e Guarujá do Sul.
O sistema hidropônico também trouxe vantagens frente às condições climáticas. Diferente do cultivo no solo, onde o excesso de chuva pode comprometer a produção, nas estufas o impacto é menor. Fatores como a falta de luminosidade podem influenciar no desenvolvimento das plantas, que levam, em média, entre 30 e 40 dias para atingir o ponto ideal de colheita.


