O desaparecimento Silvana Germann de Aguiar e seus pais, Isail e Dalmira,
ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2026, após a perícia digital da Polícia Científica do Rio Grande do Sul identificar elementos que colocam o principal suspeito no centro de uma possível cena de ocultação de cadáveres. Os três estão desaparecidos há um mês de Cachoeirinha/RS.
Mesmo mantendo a versão de lapsos de memória, o ex-marido da vítima teve o trajeto reconstruído por meio de dados tecnológicos que, segundo os investigadores, ele acreditava ter apagado. O celular havia sido formatado, mas registros armazenados em nuvem, GPS e sensores permitiram rastrear seus deslocamentos.
Os peritos identificaram uma parada de 42 minutos em uma área de mata fechada às margens do Arroio Sapucaia, entre Cachoeirinha e Sapucaia do Sul. No mesmo intervalo de tempo, o smartwatch do suspeito registrou pico de batimentos cardíacos, compatível com esforço físico intenso.
A investigação também aponta que a residência da família teria passado por limpeza química pesada. Apesar disso, o uso de luminol revelou padrões de sangue que, conforme a perícia, sugerem violência no local.
A principal hipótese apurada é de que os corpos tenham sido levados até o arroio e submersos com contrapesos. As buscas enfrentam dificuldades devido ao aumento do nível da água após as chuvas, o que torna o trabalho subaquático mais complexo.
De acordo com o delegado Anderson Spier, a linha investigativa considera a possibilidade de que a ausência dos corpos tenha sido uma estratégia para dificultar a comprovação material do crime.
O suspeito segue negando envolvimento.
A Polícia Civil mantém as buscas e trabalha com um mapa digital de deslocamento para delimitar a área onde as provas podem ter sido ocultadas.

