Uma moradora de São José do Cedro procurou a reportagem para denunciar o compartilhamento de um vídeo que supostamente conteria imagens íntimas suas. Segundo o relato, o material estaria circulando em grupos de WhatsApp, principalmente nos municípios de São José do Cedro, Guarujá do Sul e Princesa.
A mulher afirma que não possui qualquer gravação íntima e acredita que parte do conteúdo possa ter sido manipulada ou criada com uso de inteligência artificial. Ela relata que já possuía medida protetiva contra um ex-companheiro, apontado por ela como o suposto responsável pela disseminação do material.
Conforme a vítima, houve audiência em setembro passado, ocasião em que o homem foi condenado judicialmente. Desde então, segundo ela, a perseguição teria se intensificado, culminando agora na circulação das imagens e em ataques à sua reputação.
A denunciante afirma que tem sido alvo de ofensas e julgamentos, além de enfrentar constrangimento público, situação que também atinge seus familiares.
A legislação brasileira prevê punição para quem divulga, compartilha ou repassa imagens íntimas sem autorização, ainda que o conteúdo seja verdadeiro. Quando o material é manipulado ou falso, a conduta pode configurar outros crimes, como difamação, injúria, perseguição e violência psicológica contra a mulher.
A orientação é para que qualquer pessoa que receba esse tipo de conteúdo não compartilhe, pois o caso já foi remetido pada Polícia Civil.

