Produtores de Santa Catarina enfrentam um dos momentos mais delicados dos últimos anos no campo. Em regiões como o Alto Vale do Itajaí, onde a cebolicultura é base da economia rural, a desvalorização do produto levou agricultores a descartarem parte da produção.
Mesmo com lavouras produtivas e colheitas abundantes, o cenário é de prejuízo. O valor pago ao produtor gira em torno de R$ 1,20 o quilo, quantia que não cobre os custos de colheita, armazenamento e transporte. Diante da inviabilidade econômica, muitos optam por não colher ou até descartar o alimento.
Ao longo de rodovias e acessos rurais, montanhas de cebolas chamam a atenção. O que parece desperdício é, na prática, reflexo do desequilíbrio entre oferta e demanda. A safra favorecida pelo clima aumentou significativamente a produtividade, mas o mercado não absorveu todo o volume.
O impacto vai além das propriedades. Pequenas famílias que dependem da cultura da cebola sentem diretamente os prejuízos, assim como trabalhadores safristas, transportadores e o comércio local ligado ao meio rural.


