Colorida, exótica e conhecida nas redes como a “fruta instagramável”, a pitaya virou alternativa de renda no interior de Itapiranga. Aos 42 anos, Dirce Hennig começou o cultivo após enfrentar dificuldade para encontrar a fruta, já que precisava percorrer mais de 20 quilômetros para comprá-la.

O que iniciou com algumas mudas por curiosidade se transformou em um pomar com mais de 80 variedades, entre plantas autoférteis e outras que exigem polinização cruzada. Quando necessário, o trabalho é feito manualmente após as 20h, transferindo pólen entre flores para garantir frutos maiores e de melhor qualidade.

A produção é contabilizada por pés, também chamados de mourões. São cerca de 700 pés plantados, com aproximadamente 300 em fase produtiva. A colheita ocorre entre dezembro e julho, com várias remessas no mesmo ano. A estimativa é colher cerca de uma tonelada nesta safra.

O quilo da fruta é vendido a R$ 15, mesmo valor cobrado por muda. As vendas são feitas diretamente na propriedade e a procura é considerada alta pela diversidade de cores e sabores.

O investimento inicial foi de aproximadamente R$ 5 mil, com aproveitamento de estruturas já existentes. A propriedade também mantém suinocultura e produção de leite, e a pitaya passou de hobby a renda complementar.

O maior desafio é o calor intenso. Em dias de verão, a sensação da temperatura ao sol pode ultrapassar 50°C. No último ano, cerca de 40% da produção foi perdida. Parte do pomar recebeu proteção com sombrite.

Mesmo assim, a produtora segue investindo em novos híbridos, que podem custar cerca de R$ 200 por muda, e aposta na diversificação como estratégia de crescimento no campo.

Fonte: ND Mais / Impacto Comunicação

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